Olá, comunidade eYeka! É com muito prazer que apresentamos a vocês o criador do mês, Ernestas Jasilionis. Ele é da Lituânia e também é conhecido como Exeas na eYeka. Esse videomaker teve a sorte de viajar para o Japão depois de vencer o Concurso da Shionogi. Aqui está um pouco da história dele e de sua incrível viagem no Japão.

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Você pode começar falando um pouco de você. O que você faz, seu trabalho, sua formação, de onde você vem, quais são os seus hobbies? Enfim: qualquer coisa que você queira dizer para o mundo!

Eu vivo na Lituânia, um país pequeno, mas aconchegante, rodeado por árvores e pela natureza. Eu gosto de contemplar as mudanças da natureza ao longo das quatro estações. Para mim, é uma das principais fontes de inspiração. Na verdade, eu sou muito sensível ao meio ambiente e esse talvez seja um dos fatores que mostram a minha alma artística. Como os dias aqui são geralmente nublados, eu sempre fico feliz quando vejo o sol aparecer e isso pode mudar o meu humor em um instante. É nesses dias que eu fico mais criativo e tenho mais ideias.

 

Cerca de um ano atrás, eu me formei em Arquitetura na Faculdade Kaunas, da Academia de Artes de Vilnius. Desde então, eu trabalho como videomaker freelancer no site www.longfingersvideo.com, o que me permite trabalhar em vários projetos, como vídeos explicativos ou animações. Isso é algo que eu não teria imaginado alguns anos atrás. Apesar de eu não gostar de ser freelancer, eu realmente adoro filmar e esse é o jeito que eu escolhi para expressar a minha criatividade através de meios de animação.

Quando olho para os meus três pilares, arquitetura, filmagem e animação, eu digo que eles têm algumas coisas em comum. Primeiro, tem a arte. Sempre tem uma necessidade de composição no papel, na câmera ou na tela do computador. Também é importante ter um conhecimento e uma compreensão da psicologia quando você cria. Quando você trabalha em um projeto de arquitetura, você tem que imaginar e entender como seria viver no prédio, como as pessoas se sentiriam no espaço. Em filmagens ou animações, você tem que decidir o estado de espírito e imaginar o impacto do seu vídeo no espectador. É por isso que a psicologia é realmente importante para mim, eu leio um monte de livros e de artigos sobre esse assunto. E a meditação me ajuda muito quando eu tenho dificuldade para avançar em um projeto ou para encontrar ideias. Saber como a mente das pessoas funciona é essencial, especialmente quando se é artista.

Quando e por que você entrou para a eYeka? Como você nos descobriu?

Eu entrei para a eYeka em 2014. Era um dos primeiros Concursos Internacionais de Vídeo, eu entrei e achei que a eYeka era o site mais atraente para esse tipo de concurso.

Por que você escolheu o Concurso da Shionogi?

O projeto da Shionogi chamou a minha atenção porque eu vi que podia aplicar meus talentos em animação e em psicologia para passar uma mensagem sensível e importante. Esse concurso foi específico, pois a Shionogi estava em busca de vídeos explicativos, o que é bastante raro. Eu também senti que minha arte poderia ser útil para os outros. E, considerando os prêmios, era interessante para mim, também.

 

Como você foi o vencedor do Concurso Shionogi, o cliente te convidou para ir ao Japão apresentar o seu vídeo. Você poderia nos falar um pouco mais sobre essa sua experiência no Japão?

Foi uma experiência incrível e um sonho que se realizou. Eu adoro o Japão e sua cultura, sempre quis ver esse país com os meus próprios olhos. Todo o mundo que eu conheci no Japão foi extremamente educado e sincero, desde a pessoa que foi me buscar no aeroporto até o presidente da Shionogi. Eu aprendi muito com essa experiência e ela foi muito além de fazer um discurso sobre o Concurso Shionogi. Eu entendi como esse desafio era decisivo para eles, e como a minha criação ajudaria a empresa e os pacientes.

 

Também foi muito divertido encontrar a equipe da Shionogi. Na cultura japonesa, as pessoas não chamam a atenção no trabalho, então a maioria das pessoas usa ternos pretos clássicos e gravatas de várias cores. Porém, para o meu discurso, eu usei um terno azul-celeste e uma gravata borboleta e eles decidiram me chamar de “modelo fashion” – isso foi muito divertido.

 

Foi maravilhoso andar em Tóquio e experimentar o Japão com meus próprios olhos: comida incrível, pessoas muito educadas e prestativas, ruas movimentadas e coloridas. Foi uma das semanas mais incríveis da minha vida e tenho muita vontade de voltar um dia. Mas é um lugar único, muito diferente de onde eu vivo.

O que você conseguiu fazer ou realizar com o premio que recebeu? Isso te ajudou no seu projeto de ser um videomaker profissional?

O prêmio que eu recebi me ajudou muito. Primeiro, ele me deu um pouco mais de tempo para focar em desenvolver minhas competências, em vez de ficar correndo atrás de trabalho e dinheiro. Isso me permitiu procurar trabalhos interessantes em que eu pude me expressar de verdade, em vez de fazer propagandas banais. Além disso, eu dei a mim mesmo uns presentinhos que, antes, eu não podia comprar. Um deles é um arco. Eu adoro arco e flecha e, agora, posso praticar todo dia. Então, é outro sonho que se realizou graças à eYeka e à Shionogi!

Você poderia compartilhar o seu processo criativo nos concursos eYeka? O que te inspira?

O primeiro passo é sempre ler com muito cuidado todos os detalhes do briefing. Depois, eu tento me distanciar e pensar em outras coisas. Às vezes, as ideias vêm rápido, às vezes demora mais e eu tenho que fazer um brainstorming. Eu encontro inspiração em várias coisas. Pode ser uma trilha musical, a natureza ao meu redor ou coisas que eu descubro e combino com minhas próprias ideias. E o resto é uma questão de trabalhar para dar vida à minha ideia.

Como você descreveria a eYeka em uma frase curta?

A eYeka é o melhor lugar para expressar suas competências artísticas.

Você gostaria de dizer algo para concluir? Que conselho você daria a novos criadores? Algumas palavras para concluir?

Sempre terei interesse em participar de concursos de vídeo porque quando eu faço isso, eu me sinto super bem. Para mim, não é trabalho, é algo que eu faço por paixão; eu acho interessante e quase não tenho limites. Quando estou no processo de fazer um vídeo para um concurso, eu me sinto muito livre e animado. Comparado com o jeito de trabalhar tradicional com um cliente, quando você tem que trabalhar com outras pessoas e lidar com gostos e concepções diferentes, participar de um concurso permite se expressar de modo pessoal – e você ainda pode ser recompensado por isso.

A todos os novos criadores, eu diria: faça isso se você sentir uma energia boa no concurso. Não faça pelo prêmio, faça por você mesmo e pela diversão que você pode ter durante o processo de criação.

 

Muito obrigada por ter compartilhado sua experiência Ernestas!